Mesmo em crise, prefeitura de Porto Alegre pode gastar até R$ 778 mil em coffee breaks

Pregão eletrônico definiu empresa para prestar o serviço em eventos da administração pública

Por: Eduardo Paganella

18/08/2017 – 17h18min | Atualizada em 18/08/2017 – 18h44min

 

A prefeitura de Porto Alegre pode gastar até R$ 778 mil, com fornecimento de lanche para órgãos da administração pública. A contratação de uma empresa para fornecer coffee breaks prevê alimentos como salgados de requeijão, minibrownies e minichurros. Conforme edital que fixa preços, os serviços serão destinados a eventos e ações promovidos pelos órgãos do Executivo durante um ano.

O pregão eletrônico que definiu a empresa ganhadora do processo foi realizado no último dia 10 de agosto. A empresa Glam Eventos venceu a licitação apresentando valor de R$ 778.090 para fornecer até 45,7 mil unidades de alimentos.

Em média, se todo o valor fosse utilizado, o gasto mensal com alimentos para coffee breaks seria de R$ 64 mil. Conforme a prefeitura da Capital, o edital estima que a Glam forneça alimentos em aproximadamente 220 eventos.

Entre os itens fixos, estão café, sucos (no mínimo dois sabores disponíveis em cada evento), refrigerantes e sanduíches. Além disso, há uma sugestão de sabores para os salgados a serem servidos. A lista inclui croissants, folhados, pão de queijo, empadinhas, rissoles, coxinhas, croquetes, enroladinhos assados e empanadas.

Os recheios sugeridos para os salgados em edital são de requeijão tipo catupiry, queijo prato, provolone, muçarela de vaca, muçarela de búfala, ricota, presunto, salame, patê de presunto, patê de azeitona, patê de tomate seco, patê de ervas finas, frango desfiado, copa, calabresa, carne, salsicha e palmito. A lista de doces contém bolo, tortinha recheada de chocolate, minichurros e minibrownies.

Secretário diz que não está gastando com coffee breaks

A prefeitura informou que o processo licitatório ainda não foi homologado e que o cálculo levou em consideração estimativas de gestões anteriores. O secretário da Fazenda de Porto Alegre, Leonardo Busatto, disse que, na atual gestão, não foram utilizados recursos do município para coffee breaks.

– Por uma questão histórica, que foi sendo revisada todos os anos, essas atas são automaticamente atualizadas com o novo registro de preço. Utilizou-se o registro de gastos para fazer esse limite. É um limite máximo, mas que só vai se tornar despesa se eventualmente fizermos eventos e pagarmos algum coffee break, o que não está sendo realizado nesta gestão – disse.

O secretário frisou ainda que, no último ano, havia uma previsão de gastos de aproximadamente R$ 730 mil para coffee breaks, mas que somente R$ 229 mil foram gastos.

A crise nas finanças de Porto Alegre faz com que, desde junho, a prefeitura atrase salários do funcionalismo público.

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